A exposição “Sombras em Flor” explora o ciclo de vida das flores, simbolizando os ciclos naturais de crescimento, mudança e declínio. Cada obra apresenta uma fase diferente desse processo, revelando a efemeridade da beleza e a transformação constante na natureza. O declínio não é representado por escuridão, mas sim por uma abordagem delicada: as flores desbotam através de tons pálidos, contornos suavizados, texturas desgastadas e fragmentações visuais. Transparências e sobreposições evocam a fragilidade, sugerindo que o declínio é uma parte inevitável e, por vezes, invisível da vida. A exposição procura criar uma harmonia entre a vitalidade vibrante e o esmorecimento subtil das flores, enfatizando a beleza que persiste até no seu fim.
Este ciclo é amplificado na instalação de flores verdadeiras e artificiais, onde a natureza e a imitação coexistem, e o tempo é representado pelo contraste entre o que está vivo e o que já começa a murchar. Um vídeo, centrado na morte das flores, complementa a narrativa, destacando o aspecto efêmero da existência e a inevitabilidade do declínio.
As peças variam em técnica e formato, com quadros grandes e médios, além de placas inéditas, introduzindo a ideia de profundidade e texturas que se encontram pela primeira vez em desenhos de frente. A exposição convida o público a contemplar não apenas o ciclo natural da vida das flores, mas também a refletir sobre a transitoriedade da beleza e o impacto do tempo sobre tudo o que floresce.

